segunda-feira, 10 de maio de 2010

Balançar...


...O vento ardente a soprar o coração....


Pedes-me um tempo para balanço de vida
mas eu sou de letras não me sei dividir
para mim um balanço é mesmo balançar
balançar até dar balanço e sair...
Pedes-me um sonho para fazer de chão
mas eu desses não tenho só dos de voar
e agarras a minha mão com a tua mão
e prendes-me a dizer que me estás a salvar de quê?
de viver o perigo de quê?
de rasgar o peito com o quê?

de morrer mas de que, paixão?de que?

se o que mata mais é não ver o que a noite esconde
e nao ter nem sentir o vento ardente a soprar o coração.

Prendes o mundo dentro das mãos fechadas

o que cabe é pouco mas é tudo o que tens

esqueces que às vezes quando falha o chão
o salto é sem rede e tens de abrir as mãos
Pedes-me um sonho para juntar os pedaços

mas nem tudo o que parte se volta a colar

e agarras a minha mao com a tua mao e prendes-me

e dizes-me para te salvar de quê?

de viver o perigo de quê?

de rasgar o peito com o quê?
de morrer mas de que paixão?de que?
se o que mata mais é não ver o que a noite esconde
e nao ter nem sentir o vento ardente a soprar o coração.


O Balançar da Vida nem sempre é como queremos...
Na esperança que um dia tudo fique mais claro....

2 comentários:

  1. Impressionante como se "diz" bem, quando se diz com o Coração... Martinha!
    Espero que os cacos lhe sejam leves e não se puderem colar!

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  2. O que eu desejo Martinha, é que os cacos não lhe pesem... pela vida fora!

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